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Blog do Simon: http://blogdosimontaylor.blogspot.com

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Há algo de podre...

Este mundinho de meu deus está, realmente, ficando um lugarzinho ridículo. Quando a gente pensa que já viu de tudo, vem outra bomba para lembrar o quão baixo está o estágio de evolução dessa “coisa” chamada ser-humano. Aliás... isso ainda existe?

Primeiro foi Angelina Jolie. No desespero da onda politicamente correta desse desastroso início de século, a atriz e simbolo-sexual mais desejada por 9 em cada 10 heteros e 11 em cada 10 lésbicas, adotou duas crianças africanas que estariam fadadas a não ultrapassar a barreira dos primeiros anos de vida.

Nos últimos dias a pop-star Madonna - que não poderia ficar para trás nessa - ofereceu material de primeiríssima para a imprensa registrar a verdadeira epopéia da adoção de uma criança africana. Uma história simplesmente ridícula. No desespero de vestir a camisola de anjo, Madonna estava numas de “qualquer uma serve”, visto que, no primeiro sinal de problemas com a adoção da primeira, partiu logo para a segunda.

Ficou a sensação de que a África se tornou o novo hiper-mercado para “ricos & famosos” que querem fazer uma média politicamente correta:
- “Crianças para adoção, senhora? na terceira prateleira à esquerda. Obrigado e volte sempre!”

Para fechar com chave de ouro, vem a notícia de que a parideira-mor, Britney Spears, também está doidim, doidim para adotar um rebento da mãe-África. Eu agüento? Diz a moçoila que Madonna lhe serve, não só de inspiração artística, mas como de influência pessoal.

Ora, cá entre nós, até hipocrisia têm limite, né?

O que eu tenho contra adoção? Nada. Nadinha de nada. Acho uma das coisas mais fantásticas que uma pessoa pode fazer, mas, cá entre nós, alguém acredita na sinceridade das celebridades aí citadas? Eu, não. E não se trata de 3 casos isolados, não. Na verdade, essa onda vem se manifestando em várias frentes. Trata-se de um material farto para o grande capital e os pequenos corações posarem de bonzinhos. Responsabilidade ecológica, social, adote um idoso, etc... Ora, mas quanta mentira. Eu e toda torcida do Flamengo sabemos que as pessoas que realmente querem ajudar não estão nem aí para o “reconhecimento oficial”.

Tudo bem: é melhor que ocorram atos caridosos desta forma do que não ocorram de forma nenhuma. Mas que há algo de podre no reino da Dinamarca, isto há.

Esta coluna foi escrita ao som “Cripple Crow” de Devendra Banhart

 

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